Sete mil e vinte e um carros novos circularam nas estradas eslovacas em setembro — e, pela primeira vez, o maior grupo deles estava unido por um único nome: o Skoda Kamiq. A primeira vitória do SUV compacto no topo das tabelas eslovacas chegou num mês que, de resto, não teve nada de festivo, com os registos a cair 2,3% face ao ano anterior.
O quadro geral é igualmente sombrio. O acumulado do ano na Eslováquia cifra-se agora em 63.733 unidades, menos 5,5% — um desempenho visivelmente mais fraco do que o da Europa de Leste no seu conjunto, uma região que os analistas de mercado estimam em cerca de 3,4 milhões de unidades, com um crescimento de apenas 0,6%. No maior produtor de automóveis per capita do mundo, o fosso entre o que a Eslováquia produz e o que os eslovacos compram raramente pareceu tão grande.
Ainda assim, o avanço do Kamiq não é um fenómeno isolado. A Skoda acabou de consolidar o estatuto de segunda marca automóvel mais vendida da Europa, ao mesmo tempo que apresentou receitas e lucros mais elevados, e o seu elétrico Elroq tem sido o carro elétrico mais vendido na Eslováquia — um feito que a marca também alcançou na Dinamarca e na Alemanha, a par de segundos lugares na República Checa, nos Países Baixos e na Suíça e de terceiros lugares na Polónia e na Áustria. Para os concessionários eslovacos, o ímpeto da marca checa é a única linha brilhante numa tabela de vendas cinzenta.



