O Reino Unido está disposto a gastar £450 milhões por ano para que estudantes dos Estados-membros da UE paguem as mesmas propinas que os estudantes britânicos – mas o plano depende explicitamente da adesão da Grã-Bretanha ao programa industrial Made in Europe da UE, disseram responsáveis num exclusivo do Guardian publicado a 1 de novembro. A oferta é um dos sinais mais evidentes até agora de um reset pós-Brexit na relação de Londres com Bruxelas, e coloca a política industrial no centro da negociação.

Para a indústria automóvel, a condição anexa à oferta pesa mais do que o dinheiro. O Made in Europe é um programa industrial da UE, e a entrada britânica traria a produção do Reino Unido de volta para dentro do perímetro da política industrial do bloco. O que isso significaria para as cadeias de abastecimento trans-Canal – incluindo as redes de componentes que ligam fábricas de montagem na Europa Ocidental a fornecedores da Europa Central e Oriental – continua a ser uma questão em aberto, mas o enquadramento dos responsáveis deixa claro que o acesso industrial, e não apenas a mobilidade estudantil, está agora em cima da mesa.

Dentro da UE, entretanto, o aperto regulatório já dita os planos de produto. A Subaru vai abandonar toda a sua gama a gasolina na Europa até 2028, com restrições pesadas e volumes de vendas baixos a transformar o continente num banco de provas para a viragem elétrica da fabricante. Para os concessionários da Europa Central e Oriental, isso define um cronómetro de fim de série: os modelos Subaru a gasolina desaparecerão das listas de preços europeias em cerca de dois anos, e quem quiser um terá de escolher num stock cada vez menor. Traders que comparam stock de fim de série ou procuram alternativas podem consultar anúncios em direto no WorldTrader24.de, o marketplace europeu com mais de 70.000 veículos.