Três quilómetros de camiões parados. Era esse o cenário em Bajakovo, o posto fronteiriço da Croácia no corredor em direção à Sérvia, segundo reportou a organização automóvel do país — com uma restrição a camiões em trânsito a acumular ainda mais atrito na travessia de Tovarnik–Šid. O gatilho foi a eleição parlamentar sérvia de 25 de outubro, que levou os eleitores a regressar a casa em massa através das fronteiras da região. Mas os camiões presos no congestionamento não tinham as urnas como destino; transportavam a mercadoria — e cada vez mais os carros — que mantém os mercados europeus abastecidos.

Para o comércio automóvel, o momento é desconfortável. O mercado automóvel da UE cresceu 9,3% em setembro, e por trás de cada uma dessas matrículas está uma cadeia logística a trabalhar no limite: veículos a deslocar-se do leilão e do parque até ao concessionário, através de fronteiras, à medida que os volumes sobem. Como observadores do setor afirmam, um carro registado ainda não é um carro vendido — a logística fica entre os dois. Quando essa cadeia depara com uma fila de três quilómetros, o custo não se conta em minutos, mas em entregas atrasadas, stock imobilizado e janelas de entrega perdidas.

E a pressão não para de aumentar. No seu último relatório semanal, o corretor marítimo Intermodal notou que as exportações automóveis da China, em rápida expansão, emergiram como um motor-chave de um comércio de transporte marítimo de carros em pleno vigor — com a China, uma vez mais, no centro de tudo. Os veículos descarregados nos portos europeus não ficam parados no cais; rolam para camiões e espalham-se rumo às concessionárias por todo o continente, transformando cada travessia fronteiriça entre o porto e o comprador em parte da conta de resultados.

A Croácia sabe melhor do que ninguém o que está em jogo. Perto de Rijeka, a Maersk opera uma instalação em Kukuljanovo que oferece serviços de armazenagem, distribuição e logística de valor acrescentado para clientes de toda a Europa Central e de Leste — uma aposta concreta no país adriático como porta de entrada comercial. A leitura da própria Maersk sobre o mercado é direta: o futuro da infraestrutura de comércio na Europa é a conectividade. As imagens de Bajakovo são o reverso dessa tese — a conectividade é sempre tão forte quanto o seu elo mais congestionado.

Para expedidores, transitários e grupos de concessionários, a conclusão é prática. Num mercado puxado para cima pelo crescimento de 9,3% das vendas na Europa e empurrado por trás pelo surto exportador da China, a capacidade dos corredores tornou-se uma variável competitiva por direito próprio. Decisões de rota, timing nas fronteiras e planos de contingência para pontos de estrangulamento como Bajakovo e Tovarnik–Šid pertencem agora à mesma checklist que o espaço de armazém e os slots de embarque. A diferença entre uma porta de entrada e um gargalo, como a Croácia acabou de demonstrar, pode medir-se em quilómetros de camiões ao ralenti.

Seja como for que as filas se dissipem, os veículos atrás delas têm os stands como destino — e, em última instância, os condutores. Quem estiver atualmente à procura do próximo carro encontra veículos sensacionais a condições sensacionais na WorldTrader24, o marketplace europeu com mais de 70.000 veículos.