A Škoda Auto entregou 812.400 veículos nos primeiros nove meses de 2026, um desempenho que coloca o fabricante checo em segundo lugar entre as marcas mais vendidas da Europa. A empresa sediada em Mladá Boleslav combinou esse volume com uma margem de 8,3 por cento no período de nove meses — resultados que apresenta como confirmação de finanças sólidas e de uma posição forte no mercado europeu.

A análise regional aponta para um crescimento generalizado. A Europa Ocidental cresceu 9,0 por cento, atingindo 483.200 unidades, a Europa Central ganhou 6,6 por cento, para 160.200 veículos, e a Europa de Leste subiu 7,7 por cento, para mais de 42.000 unidades. A Hungria registou um dos melhores desempenhos nacionais da marca, com 19,4 por cento, à frente da Bélgica, com 17,1 por cento, enquanto o Egito disparou 48,8 por cento — o aumento mais acentuado entre os mercados destacados.

Os modelos eletrificados fazem grande parte do trabalho pesado. Os carros elétricos a bateria e os híbridos plug-in representam agora 29,8 por cento das entregas da Škoda na Europa, com o Elroq identificado como o principal motor de crescimento e a Alemanha a desempenhar um papel de mercado-chave na ofensiva elétrica da marca. O poder de atração do SUV elétrico compacto é visível ao nível do retalho: nos Países Baixos, o Elroq foi o carro mais vendido em outubro de 2026, um mês em que os veículos elétricos a bateria atingiram 55,2 por cento do mercado total.

O impulso dos nove meses não garante, contudo, ganhos mensais uniformes. Nos Países Baixos, o volume de outubro da Škoda despenhou 33,2 por cento, mesmo com o Elroq no topo do ranking de modelos, segundo dados do Best Selling Cars Blog. A Bélgica aponta numa direção semelhante: os registos de outubro caíram 5,9 por cento em termos homólogos, para 31.949 unidades, derrubando o acumulado do ano 1,5 por cento, para 352.323, com 61 por cento das vendas do mês destinadas a frotas — mesmo com a Kia a registar um salto de 34,3 por cento em outubro e as entregas belgas da própria Škoda a subirem 17,1 por cento em nove meses.