O mercado industrial e logístico da Roménia está em plena expansão, com a nova oferta a aumentar 60 por cento, segundo a EurobuildCEE. Para a indústria automóvel do país — e a teia de fornecedores, distribuidores e transportadores rodoviários que a orbita — não se trata de uma notícia imobiliária abstrata. É a estrutura física de uma cadeia de abastecimento que se torna mais exigente a cada ano.

O DHL Group incluiu agora a Roménia num plano de investimento de 400 milhões de euros que abrange a Europa Central e Oriental, relata a SeeNews. A aposta faz sentido num país com profundas raízes automóveis: a Renault estabeleceu no país a sua subsidiária Dacia no final da década de 1960 e na de 1970, uma das incursões mais notáveis do construtor francês na Europa de Leste — e que permanece ativa hoje. Onde as fábricas de automóveis ancoram uma economia, a capacidade logística deixa de ser infraestrutura opcional e torna-se o sistema circulatório de toda a base industrial.

A procura que impulsiona esta expansão é regional e automóvel até à medula. O MLP Group assinou o seu maior arrendamento de 2026, com o distribuidor de peças automóveis Auto Partner a ocupar 42.000 m² de espaço de armazém e escritórios no parque logístico MLP Bieruń West, na Alta Silésia, na Polónia. Quando um único distribuidor de peças se compromete com uma dimensão dessa escala, fica claro para onde se encaminha a procura de armazéns da região — e o salto de 60 por cento da nova oferta na Roménia sugere que os promotores locais pretendem capturá-la.

Ao mesmo tempo, o mapa fabril está a ser redesenhado. O diretor-executivo da Stellantis, Antonio Filosa, afirma que a partilha de capacidade fabril pode ajudar a manter as fábricas abertas, enquanto o grupo investe em novas plataformas e baterias europeias. Para os operadores logísticos, trata-se menos de um aviso do que de um briefing de planeamento: plataformas reconvertidas e uma cadeia europeia de baterias vão exigir novas rotas, novos pontos de stock e novos centros de cross-docking — precisamente o tipo de ativos que agora despontam por toda a Roménia.

Até as matérias-primas estão a mudar de mãos. A Comissão Europeia aprovou a proposta de aquisição da BASF Coatings pela empresa de investimentos Carlyle, condicionada à alienação do negócio mundial de polissulfidos da Nouryon a um comprador idóneo. Os revestimentos estão no coração do acabamento automóvel, e a consolidação em pontos tão altos da cadeia tende a propagar-se até aos parques de distribuição — os mesmos parques que hoje se multiplicam em torno da indústria automóvel romena.

Apesar de todo o aço dos armazéns e da reconversão fabril, todos os veículos deste ecossistema acabam por precisar de um comprador. Os leitores à procura do próximo carro — de modelos fabricados na Roménia a metal premium — podem encontrar carros sensacionais a condições sensacionais no WorldTrader24, o marketplace europeu com mais de 70.000 veículos.