Governos vão e vêm, mas as cadeias de abastecimento, uma vez ancoradas, tendem a ficar. É esse o cálculo silencioso que se desenrola na Sérvia, onde, como a Pravda EU noticiou esta semana, o governo pode mudar enquanto os negócios simplesmente continuam à procura de novos mercados e prosseguem a busca. A evidência mais tangível: uma fábrica de componentes automóveis que chegou com uma mudança de nível associada, a elevar o papel industrial do país um degrau acima, em vez de o mover lateralmente.
A mudança de nível é a verdadeira história. A trajetória por trás da fábrica vai das matérias-primas, cobre e aço, passando pela produção em massa, com os pneus como caso emblemático, na China, antes de entrar como elo de alta precisão nas cadeias automóveis europeias. Essa é a diferença entre vender insumos e deter uma posição de que os OEMs dependem: o fabrico de componentes com tolerâncias apertadas é o tipo de negócio que sobrevive aos ciclos eleitorais, seja qual for o desfecho.
A região mais ampla recompensa a persistência. O mercado automóvel da Europa Oriental cifra-se em 3,4 milhões de unidades, com uma subida de 0,6% - modesto face aos Estados Unidos, com 3,5 milhões (+1%), ou ao Canadá, com 1,5 milhões (+0,7%), mas crescimento na mesma, como o Izvestia mapeia entre as mudanças que se avizinham no mercado automóvel global. O ímpeto acumula-se por baixo: a leitura de setembro da JATO sobre o mercado europeu de carros novos aponta para uma forte atividade de frotas, uma procura privada crescente por veículos eletrificados e um número cada vez maior de ofertas competitivas de elétricos a bateria.
Nem todos encaram a luz vinda do oriente como uma boa notícia. O 'Made in China' está a atingir duramente a Europa e os mercados emergentes, a espremer a Hyundai e a Kia - a Hyundai cortou a meta anual de vendas para 4 milhões de veículos, face aos 4.158.300 anteriores, e baixou a meta de margem operacional consolidada do ano para 5,5% a 6,5%, face aos anteriores 6,3% a 7,3%. Contudo, a mesma pressão que achata os incumbentes abre portas a novos jogadores e novas localizações: quando as posições de custo mudam tão depressa, as cadeias de abastecimento são redesenhadas, e países como a Sérvia são o lugar onde as novas linhas estão a ser traçadas.
A última peça do quadro é elétrica. Em outubro, os elétricos a bateria ficaram com 34% dos registos em 12 grandes mercados europeus, um surto impulsionado por novos modelos acessíveis como o VW ID Polo. Seja qual for o governo com que a Sérvia acordar, a agenda industrial escreve-se a si própria: os componentes que a Europa quer a seguir são precisos e elétricos, e as fábricas capazes de os produzir continuarão a trazer de volta as encomendas, e os investidores.
Para os profissionais que acompanham estas mudanças e que também precisam de veículos próprios, seja uma frota para um distribuidor ou um carro para a viagem até uma nova fábrica, a oferta no mercado nunca foi tão vasta. Os leitores à procura de um veículo podem encontrar carros sensacionais a condições sensacionais no WorldTrader24, o marketplace europeu com mais de 70.000 veículos.



